My Life
Somente esse ano que eu pude perceber que sorri era o melhor pra mim, eu sempre fui muito feliz e alegre ate de mais, eu sou muito boa, odeio isso!
No começo do ano em que fui quase que obrigada a ir ao medico (cardiologista) pela minha tia, fui fazer alguns exames (estava sentido fadiga, fisgada e falta de ar) e depois de alguns minutos de silencio e angustia descobri que estava com uma doença congénita ( de nascença), chamada CIA (comunicação intra atrial) comum, porem não se descobre tão facilmente e muito menos na minha idade, pois bem, eu tive a sorte de ter descobrido antes, olha só que sorte, eu estou doente!
E para o desespero da minha mãe, eu tinha morrido naquele instante. Ola só que drama e desespero, depois que minha mãe ficou sabendo que eu teria que fazer uma cirurgia cardíaca, ela enlouqueceu e começou a chorar, pra ela foi muito mais difícil do que pra mim, imediatamente ligou pra minha tia (aquela la de cima) e explicou tudo, não, ela não explicou, não conseguiu chorava muito, tomei o telefone da Mao dela e falei calmamente com minha tia. A medica descobriu uma doença congénita no meu coração, é um furinho, e vai ser preciso operar. Minha tia não entendeu muito bem, então eu disse que passaria na casa dela depois.
Minha vida mudou naquele instante, ao mesmo tempo em que estava sendo mimada por todos, fui proibida de fazer milhares de coisas, eu e minha mãe somos muito ligadas e a partir dai ela começou a ficar muito mais chata, não saia do meu pé pra nada. E eu como fiquei nessa historia, eu não liguei, pra mim era normal, já operei duas vezes de adenóide, só que adenóide é simples, mesmo assim eu encarei, procurei não pensar muito, pensar enlouquece, se ficasse pensando eu acabaria focando o negativo, a morte, mas levei tudo na alegria, podia ser pior, se paramos de pensar nos nossos problemas e olhar ao lado veremos que existe problemas bem maiores que o nosso, e foi assim que eu levei até o momento da cirurgia...
Lá no hospital foi bem divertido, conheci varias pessoas e fiz amizades hilárias, nos corredores me divertia muito, eu e minha mãe duas amigas inseparáveis aprontamos também la dentro, como ainda não tinha operado eu sentia muita fome e comida de hospital ninguém merece, então todas as tardes minha mãe descia em um restaurante que tinha em frente e comprava cochinha, um copo de suco e um picolé, pra ela trazer pra dentro do hospital( que era proibido), ela tinha que colocar tudo dentro da bolsa, e as vezes não chegava muito inteiro lá, mas as risadas que a gente dava depois compensava tudo, e eu contava pra minhas amigas de corredores, e elas me achavam louca e falava que não podia, mas eu não escutava ela e fiquei assim ate o dia em que fiz a cirurgia.
Antes da tão esperada e desesperada cirurgia eu sofri com muitas agulhadas e com legumes, frutas e feijão que tinha que comer no almoço e jantar ( não sou muito chegada nessas coisas). Pois bem resumindo, operei, não vi nada.. No outro dia acordo em um quarto com barulhos estranhos era o CTI, que não é esse terror que todo mundo pensa, tem muita gente mal, mas é tranquilo, eu fiquei ao lado de um homem encubado e do outro lado o homem ficava vomitando de 5 em 5 minutos. E nesse instante estava esgotada e com a boca seca, fiz alguns gestos e me trouxeram água, 1 dedo de água, bebi tudinho.. e logo em seguida vomitei, se passaram 1 hora e eu continuava com cede, pedi mais um pouco de água, e eles me negaram, mas eu não desistir, pedir novamente e um moreno bonito molhou o algodão na água e me deu ... e novamente eu vomite. Cansada de tanto vomitar, desistir da água!
Fiquei o dia da cirurgia sem ver minha mãe e minha tia, mas passei o tempo todo dormindo.. Elas rezando e chorando a noite inteira. No dia seguinte vieram me visitar, minha mãe muito animadinha, trouxe danoninhos e um caixa de uvas ( mas ela sabia que eu não gostava de danoninho e um hospital não era um bom lugar pra uvas). E ficou lá, comi algumas uvas e alguns danoninho para animá-las e mostrar que eu estava bem e eu estávamos bem, um pouco abatida. O horário de visitas acabou e minha mãe como sempre foi a ultima visita a sair de lá. Aquela noite eu fui descobri o que era não dormir, as luzes no meu rosto, os enfermeiros não paravam de conversar e uma enfermeira com uma maquiagem muito extravagante vinha olhar minha pressão a todo instante, que inferno.
Finalmente 3 dias no CTI e eu volto para o quarto, fui iludida pelos médicos que disseram que só precisava ficar mais uns 3 a 4 dias la ainda, pois bem, eu fiquei mais 10 dias lá, sabe como foi isso, terrível, minha mãe teve que chamar a psicóloga do hospital, que por sinal era muito fofa e me intendia muito bem, então me perguntou o que eu queria, então eu disse, que poder sair um pouco do hospital nem que seja só por 10 minutos, quero meu notebook, meu violão, meu DVD, minha casa.. e fui falando. Ela atendeu alguns desejos meus, mas era tarde.
Os dias e as noites foram engraçadas.. em uma noite eu não consegui dormir, só cochilava e acordava, chamava minha mãe toda hora e ela não acordava então desabafei dizendo, que porra de acompanhante, nem pra me levantar não presta, isso dorme mesmo.. e logo ela ouviu e com uma cara de sono me levantou e logo voltou a dormir e eu sentada passa hora e mais hora, até que deu 5 horas da manhã e eu resolvo colocar um PSY no meu celular bem alto, ai minha mãe acorda e manda eu abaixar, mas eu não abaixei, estava me divertindo muito com aquele som em um hospital.
Outro lado, minha mãe e eu viciadas em novela víamos todas e era engraçado, parecíamos que estávamos em um hotel de ferias e não um hospital de repouso.
... Finalmente eu sai do hospital depois de alguns dias que vão ser inesquecíveis por todas as experiências adquiridas lá.
Passei uma mês sem ir a escola e foi bem relaxante, porem estava morrendo de saudade de todos. Sem falar nas visitas, tias, tios, primos, primas, amigos, amigas, vizinhos, minha avo, meu avó que fazia questão de vir todas as manhãs me ver, e teve um dia que chegou a ter 16 pessoas aqui em casa, foi louco.
Durante todo esse tempo parada eu engordei muito, 4 kg... Mas estou tentando correr atrás do prejuízo, mas ainda não posso fazer atividade física e já se passaram 5 meses, mas continuo sendo mimada e protegida, eu sou implicante e as pessoas odeiam saber que não podem me bater, eu adoro implicar ou provocar as pessoas da minha salas, mas eles me entendem sabem que eu sou boa, feliz e adoro fazer uma provocação.
Agradeço muito a Deus pela vida e pelo apoio de todos os meus amigos e minha família.
AMO A TODOS E FELIZ NATAL SE EU NÃO APARECER MAIS!
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